sexta-feira, 16 de maio de 2008

Arca dos Contos

A oficina “Arca dos Contos” decorreu no dia 6 de Março e foi dinamizada pelas Orientadores Educativas Belanita e Paulinha, que se disfarçaram de avós e nos contaram dois contos: “As três cidras do amor” e “A menina que penteava pérolas”.
O primeiro conto fala de um homem que, enquanto caçava, encontrou uma mulher e quis casar com ela. Porém, uma mulher negra transformou-a em pombo e pôs-se no lugar dela. Quando ele descobriu a verdade, ela foi castigada. O segundo conto relata a história de uma menina que tinha um pente e, quandose penteava, caíam pérolas. Um dia, apresentou-se diante do rei e, se fosse verdade o que diziam sobre ela, casaria com ele. Contudo, a sua vizinha tentou matá-la e substituí-la pela filha, mas não conseguiu e foi morta. Nos dois contos, as vilãs foram descobertas e castigadas: a verdade vem sempre ao de cima, como diz o provérbio.
No segundo momento desta oficina, escrevemos contos a partir de imagens de vários cartões.

Raquel Silva (Consolidação)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

À mesa

A mãe se me visse
comer com a mão,
pregava-me logo
uma lição.

Então tentei
comer com o pé.

Tirei o sapato
tirei a meia...
Lá levei
uma tareia.

Mas amanhã
não ralhem comigo,
pois vou comer
pelo umbigo.


Jorge Alberto (Iniciação)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Concerto dos Cravos

No dia 25 de Abril, alguns alunos da nossa escola participaram num concerto sobre o 25 de Abril, que teve lugar na Casa das Artes, em Famalicão.
Cantaram algumas músicas como: "Grândola Vila Morena", "E depois do adeus", "Portugal ressuscitado", "Os vampiros", "Cantar de emigração", "A morte saiu à rua", "Trovas do vento que passa", "Canção de embalar", "Não há machado que corte"...
Neste concerto, também participaram algumas escolas de música: a Escola Valentim de Carvalho do Porto, os Pequenos Cantores de Amorim, o Coro de Câmara e a Orquestra Arteduca.
Gostámos desta experiência, pois aprendemos músicas novas do tempo do 25 de Abril de 1974 e a cantar com orquestra. Também foi muito positivo termos conhecido pessoas novas.

Inês Tavares e Raquel Silva (Consolidação)


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Espectáculo da Semana da Leitura

A Semana da Leitura decorreu de 3 a 7 de Março e terminou com um espectáculo à noite, no antigo Cine-Aves. Tudo começou com a inscrição dos alunos na organização deste evento. Estes apresentaram as suas propostas, discutiram-nas e chegaram a um consenso: pretendiam que este espectáculo falasse sobre a leitura e incentivasse os outros a ler. Assim sendo, dividiram-se em grupos: o grupo da criação de texto; o grupo da música; o grupo das fábulas; o grupo dos poemas; o grupo dos contos e o grupo das lendas. Depois, houve a distribuição das personagens do texto escrito, a partir da pesquisa e dos contributos de escritores nacionais e estrangeiros, como José Letria e La Fontaine. Seguiu-se o momento da construção dos cenários e dos adereços para o espectáculo. Posto isto, iniciaram-se os ensaios, que correram bem. O último ensaio geral foi na sexta-feira de manhã e depois da Assembleia.
Às 21h 30, a apresentação foi antecedida de um minuto de silêncio em homenagem ao Sr. Martins, que sempre colaborou com a nossa Escola e com a Vila. Foram muitos os espectadores e também os aplausos. Depois do espectáculo, a Rita Cardoso, enquanto Presidente da Mesa da Assembleia, convidou os presentes a partilharem as leituras dos livros que tinham trazido. Este momento foi também muito especial.Na assembleia seguinte, todas as experiências da Semana da Leitura foram partilhadas e o balanço foi bastante positivo.


Lucinda Ribeiro (Aprofundamento)

Gosto pela Leitura

Desde que me conheço, leio graças à Fundação Calouste Gulbenkian. Quando eu tinha os meus 8 anos, vinha, uma vez por mês, uma carrinha itinerante a Vila das Aves. Eu devolvia os livros que já tinha lido e requisitava outros para de imediato me deixar envolver pela história e pelo enredo.
Mais tarde, no antigo edifício da Junta de Freguesia, nasceu uma pequena biblioteca, mas que, para mim, já era muito boa. A funcionária que lá estava, a Célinha, era muito simpática. Quando ela se aposentou, eu estive muitos anos sem a ver, até que, um dia, a encontrei na rua. Perguntei-lhe se ainda se lembrava de mim; respondeu-me que nunca se iria esquecer por causa de uma coisa que eu lhe tinha dito: que gostava muito de estar na biblioteca, pois cheirava sempre muito bem… cheirava a livros!
O gosto pela leitura nasceu-me de uma forma bastante original. Tendo origem numa família numerosa, cada um tinha tarefas a cumprir. Quando não eram cumpridas, íamos de castigo para uma cave, fria e húmida, só com um pequeno postigo para dar luz. Tínhamos de estar lá durante uma hora.
Eu não conseguia compreender, mas achava que o meu irmão, um pouco mais velho do que eu, fazia de propósito para ter um castigo e, mais do que isso, sentia-o feliz quando tal acontecia. Até que, um dia, descobri a razão… Nessa cave, ele tinha uns livros bem escondidos. Quando ia para o tal castigo, a hora que ele lá passava era uma hora de prazer para ele. Para eu não contar nada a ninguém, o meu irmão disse-me que me deixava ler um livro à minha escolha. E eu pensei: deve ser mesmo muito bom ler, pois ele não se importava de estar naquela cave fria e a cheirar a mofo só para poder ler… Foi assim que começou o meu interesse pela leitura e quanto mais lia mais queria ler. Fomos cúmplices um do outro até sermos descobertos pela minha mãe.
É importante encontrar o livro certo para se começar a gostar do acto da leitura. Eu tive a sorte de o encontrar… Foi um livro que, posteriormente, deu origem a uma banda desenhada e a um filme. O título desse livro é Heidi. Assim, desejo que já tenham encontrado ou encontrem o livro que vos desperte o gosto de ler.

Helena Alves ( Auxiliar A.A.)